Isto é orientação, não é consultoria contábil.
A Inksa não é escritório de contabilidade e não pode responder pela sua
situação: cada caso depende do que você vende, de quanto fatura e da sua
cidade. Um contador custa pouco perto do que um erro custa. O Sebrae
atende de graça.
1. O que a Inksa faz — e o que ela não faz
Essa é a parte que só nós podemos responder, e é a que mais gera
mal-entendido. Então vai direto:
| A Inksa |
Como funciona |
| Não desconta imposto |
O repasse cai inteiro na sua chave PIX. Nada é retido na fonte.
A obrigação de declarar e recolher é de quem recebe.
|
| Te dá o extrato de tudo |
Cada repasse vem discriminado pedido a pedido: valor bruto, o que
foi descontado e o líquido. É esse o documento que serve de
base pra sua declaração. Ele fica no seu app, em Financeiro.
|
| Não emite nota no seu lugar |
Se o seu caso exige nota fiscal, quem emite é você. A Inksa não tem
como fazer isso por outra pessoa ou empresa.
|
| Paga na chave que você cadastrou |
Se a chave é de CPF, o dinheiro cai na pessoa física. Se você abrir
CNPJ depois, troque a chave no app — senão o dinheiro da empresa
continua caindo na sua conta pessoal.
|
2. Quem paga imposto sobre o quê
Em cada pedido o dinheiro se divide, e a responsabilidade de imposto se
divide junto:
A parte da Inksa é a comissão. A Inksa é uma empresa
formalizada, e paga o imposto dela sobre esse valor — o percentual que
fica com a plataforma.
O restante é seu. O que a Inksa repassa é faturamento do
seu negócio, e o imposto dessa parte é responsabilidade sua. Não é
descontado antes, não é recolhido por nós.
Ou seja: ninguém paga imposto duas vezes sobre o mesmo dinheiro, e não
existe valor circulando sem dono. A comissão é receita da Inksa e ela
responde por ela; o repasse é receita sua e você responde por ele.
Uma coisa que só o seu contador pode responder.
Se a sua declaração parte do valor cheio da venda (descontando a comissão
como despesa) ou de outro cálculo, isso depende do seu regime — e a
resposta muda entre pessoa física, MEI e empresa. Não tente decidir isso
por conta.
A boa notícia é que o extrato do seu app já mostra os dois
números, pedido a pedido: o bruto e o que foi descontado. Leve
esse extrato para o contador e ele tem tudo o que precisa, seja qual for o
caminho.
3. Receber na conta pessoal: pode?
Pode. Não existe nada de irregular em receber por PIX numa
conta de pessoa física. Muita gente começa assim, e não é por aí que os
problemas aparecem.
O problema aparece em dois outros lugares, e o primeiro atrapalha
você antes de atrapalhar qualquer órgão público:
-
Dinheiro misturado esconde o resultado. Quando o
repasse cai na mesma conta do salário, do mercado e da conta de luz, em
dois meses ninguém sabe mais quanto o negócio deu. Você trabalha sem
saber se está ganhando.
-
Receber e não declarar é o que dá problema. A
movimentação bancária é informada à Receita — isso é rotina, não
armadilha. Ninguém é penalizado por receber; a diferença está em
declarar o que entrou.
Faça isso hoje, mesmo antes de decidir qualquer coisa:
separe uma conta só para o dinheiro da Inksa. Nem precisa ser conta
empresarial — outra conta de pessoa física já resolve. É gratuito na
maioria dos bancos digitais e é a única medida desta página que dá
resultado no mesmo dia.
4. Os dois caminhos
Simplificando bastante: ou você segue como pessoa física, ou você se
formaliza. Os dois são legítimos, e o que decide costuma ser o quanto você
fatura e se o seu cliente precisa de nota.
Pessoa física
- Não tem CNPJ, não tem custo fixo mensal, não emite nota fiscal.
-
O que você recebe é rendimento seu, e entra na sua declaração de imposto
de renda.
-
A contribuição para o INSS, se você quiser ter direito a aposentadoria e
auxílios, é por sua conta.
-
É o começo natural de quem está testando o negócio ou faz poucas
entregas por mês.
MEI (Microempreendedor Individual)
- Você passa a ter CNPJ próprio, e com ele conta bancária de empresa.
- Paga uma contribuição mensal fixa, que já inclui o INSS.
- Pode emitir nota fiscal.
-
Tem teto de faturamento e uma lista de
atividades permitidas. Nem todo negócio cabe no MEI.
Por que esta página não traz valores.
O teto do MEI, o valor da contribuição mensal e as faixas do imposto de
renda mudam de ano em ano. Número escrito aqui envelheceria em silêncio, e
você tomaria decisão com informação vencida sem desconfiar. Os valores
corretos estão sempre nos sites oficiais logo abaixo.
5. O que fazer, na ordem
-
Separe o dinheiro. Uma conta só para o que entra da
Inksa. Hoje, antes de qualquer outra coisa.
-
Guarde os extratos. Baixe o extrato dos repasses do seu
app todo mês. Nós mantemos o histórico, mas o registro que é seu deve
estar com você.
-
Converse com um contador. Uma conversa resolve o que
dez páginas na internet não resolvem, porque ele olha o seu caso. Se o
custo pesa agora, o Sebrae orienta sem cobrar.
-
Se abrir MEI, avise o app. Troque a chave PIX para a da
conta do CNPJ, no seu perfil. Sem isso o dinheiro da empresa continua
caindo na conta pessoal — que é justamente o que você abriu o CNPJ para
evitar.
6. Onde buscar a informação oficial
-
Portal do Empreendedor (gov.br) — abrir, consultar e pagar o MEI.
É o site oficial e é gratuito.
-
Receita Federal — imposto de renda e obrigações da pessoa física.
-
Sebrae
— orientação gratuita para quem está começando.
-
A prefeitura da sua cidade — alvará e regras de
funcionamento mudam de município para município, inclusive para quem
produz em casa.
Cuidado com quem cobra para abrir o seu MEI.
A abertura no Portal do Empreendedor é gratuita, e a contribuição mensal
se paga direto no site do governo. Existe gente cobrando por isso e
mandando boleto falso. Na dúvida, confira o endereço: tem que terminar em
gov.br.
7. Ficou com dúvida sobre a Inksa?
Sobre o seu repasse — quanto entrou, o que foi descontado, quando
cai — pode chamar a gente no WhatsApp
(49) 99829-2320 ou no
suporte@inksadelivery.com.br.
Isso é nosso e a gente responde.
Sobre a sua situação fiscal, a resposta honesta é que não somos
nós que devemos responder. Preferimos te mandar para um contador a te dar
uma resposta confiante e errada.